A experiência de desenhar o esboço do programa Capacitação em Liderança Ética e Transformacional para Chefias foi exatamente enriquecedora. Ao basear-me numa necessidade real do meu contexto profissional, o exercício académico ganhou um propósito prático. Foi estimulante conseguir transformar uma avaliação de necessidades concreta num plano de ação estruturado visando a melhoria do clima organizacional.
A maior dificuldade que encontrei neste processo foi o desenho da componente de avaliação. É um desafio metodológico passar da teoria à prática quando se trata de definir indicadores de impacto que consigam medir objetivamente mudanças comportamentais profundas, como a aquisição de competências em gestão de crises, a inteligência emocional ou a empatia ao longo do tempo.
Metodologicamente, consolidei a ideia de que o sucesso de um programa de intervenção começa na qualidade e precisão do seu diagnóstico de necessidades. Aprendi também que a inclusão de componentes formativas não deve ser feita de forma avulsa, por exemplo, ao decidir incluir o módulo de Gestão de Crises no programa, percebi como a resiliência perante o risco e o stress tem de estar intrinsecamente ligada à comunicação assertiva e à liderança.
Ficou claro para mim que a conceção de um programa de intervenção e a gestão de projetos partilham o mesmo ADN estrutural. Ambos exigem a passagem por um ciclo de vida rigoroso tais como; a iniciação, a planificação, a execução e avaliação, ambos dependem da definição de objetivos SMART e ambos necessitam de uma gestão ativa dos stakeholders e dos riscos previsíveis que apontam a resistência à mudança, para serem bem-sucedidos.
Ideias suscitadas para o artigo científico final
Este exercício abriu caminho a uma forte ideia para o futuro artigo científico, implicando explorar o impacto da capacitação em gestão positiva de crises e liderança ética na redução do stress e no aumento da cooperação e retenção de talento em equipas de projeto.
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